terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Uma pequena história da visualização de dados

 


A atual pandemia acelerou a mobilização de gráficos e infográficos como instrumentos essenciais para construção do debate público. Mas qual é a história por trás de alguns dos gráficos mais conhecidos, os gráficos de barras e de pizza?

Os gráficos de pizza e de barras foram produto do mesmo indivíduo, o escocês William Playfair (1759-1823), um dos pioneiros na história da visualização de dados. Playfair foi o primeiro a produzir e publicar, no seu “The Commercial and Political Atlas” em 1786, um gráfico de barras na sua versão moderna.

O gráfico de barras foi a solução de Playfair à falta dos dados necessários para construir um gráfico de série temporal dos valores de exportação e importação entre a Escócia e seus parceiros comerciais, gráfico este que seria então representado visualmente por uma linha. No gráfico em questão, que pode ser observado abaixo, os valores totais do comércio internacional da Escócia estão representados na parte superior ao longo do eixo x. Já a lista de países e os valores de exportação e importação correspondentes a cada país estão representados ao longo do eixo y, o primeiro no canto direito e o segundo no canto esquerdo. A cada país corresponde duas barras inseridas lado a lado, uma para exportação e outra para importação.


William Playfair, “Exportação e importação da Escócia para e de diferentes partes para [o período de] um ano do Natal de 1870 ao Natal de 1871”, The Commercial and Political Atlas, 1786, 1801 (Terceira Edição). O primeiro gráfico de barras apareceu na primeira edição de 1786Wikimedia Commons.


Já o gráfico de pizza apareceu em 1801 no seu livro “Statistical Breviary”, quinze anos após a publicação do gráfico de barras. No “Gráfico representando a extensão, população e receita das principais nações na Europa”, que pode ser visualizado abaixo, Playfair introduziu um número ainda maior de informações complexas que no seu primeiro gráfico de barras. A área dos círculos, por exemplo, representava a extensão territorial dos Estados incluídos no gráfico, facilitando a comparação entre as unidades. As linhas que partiam dos círculos, por sua vez, representavam à esquerda população e à direita renda. Finalmente, os círculos são coloridos de acordo com sua localização em termos do continente no qual os Estados eram localizados. E é aqui que o gráfico de pizza surgiu–para resolver o caso do Império Otomano, um Estado com territórios em três continentes. Por isso, o círculo correspondente à Turquia é dividido em três setores, cada uma representando proporcionalmente sua área em cada continente.


Esse teria sido também o primeiro gráfico a utilizar um sistema de codificação de cores, no qual Estados são associados a características específicas. William Playfair, “Gráfico representando a extensão, população e receita das principais nações na Europa”. Statistical Breviary, 1801. Wikipedia Commons. Uma imagem com maior resolução pode ser acessada na mostra virtual Data Visualization and the Modern Imagination.

Para compreender a importância de Playfair na história da visualização de dados é necessário situá-lo em relação aos seus contemporâneos. Ao contrário de intelectuais e funcionários de governos no continente europeu e na Inglaterra, Playfair não acreditava que o uso de tabelas numéricas descritivas era a forma primordial de apresentação e análise de dados. Convencido por experimentos empíricos realizados durante a sua juventude de que todo número podia ser expresso como uma linha, Playfair também foi o criador do primeiro gráfico de linha baseado em uma série temporal.

William Playfair, “Exportação e importação [da Inglaterra] para e de Dinamarca e Noruega de 1700 a 1780”, The Commercial and Political Atlas, 1786, 1801 (Terceira Edição). O primeiro gráfico de barras apareceu na primeira edição de 1786. Wikimedia Commons.

Playfair julgava que o uso de técnicas de representação visual (um campo ainda muito incipiente à época) era um meio superior de apresentar dados e construir argumentos. Isso porque, para ele, gráficos informavam em minutos o que tabelas e figuras levavam dias para comunicar à sua audiência. Uma testemunha da emergência da sociedade industrial moderna, Playfair defendia que “à medida que o conhecimento da humanidade cresce, e transações multiplicam, se torna mais e mais desejável abreviar e facilitar as formas de transmitir informação de uma pessoa para a outra, e de um indivíduo para muitos.” A representação de números desempenharia essa dupla função.

Uma vez que muitas dessas técnicas eram ainda inexistentes, contudo, Playfair foi um dos responsáveis por criar e popularizar alguns instrumentos de visualização de dados (o que ele chamava de lineal arithmetic, ou aritmética linear) que hoje tomamos como parte integral do nosso cotidiano.

O pontapé inicial dado por Playfair foi aproveitado por outros intelectuais, engenheiros (como o francês Charles Joseph Minard, cujo mapa temático abre esse texto e inclui gráficos de pizza), burocratas e figuras públicas durante o século XIX — considerado por alguns estudiosos como a era dourada da produção de gráficos e infográficos. Florence Nightingale, uma estatística e enfermeira britânica que participou da guerra da Criméia (1853-1856), teria também criado diagramas inovadores sobre as causas da morte do exército britânico na guerra justamente para mobilizar a elite política à época para criar melhores condições sanitárias nos hospitais de campanha. Os diagramas de Nightingale demonstravam que a maior causa de mortes durante a guerra não havia sido o conflito em si, mas as doenças geradas pelas condições insalumbres nas quais soldados viviam e a falta de cuidados médicos adequados. Nightingale, como Playfair, também acreditava que uma imagem valia mais que mil palavras–ou, nesse caso, números–como instrumento no debate público.

Contudo, o uso de gráficos e diagramas só foi de fato popularizado ao longo do final do século 19 e início do século 20 com a publicação de manuais na Europa e nos Estados Unidos que ensinavam as técnicas necessárias para produzi-los e com o maior uso desses instrumentos em campanhas de natureza públicas e na imprensa. Lentamente, burocratas também recorreram a esses instrumentos na condução da máquina do Estado.

Rapidamente, gráficos, diagramas, mapas temáticos e infográficos começaram a ser mobilizados para reforçar argumentos de cunho social e econômico. O governo chinês, por exemplo, fez uso desses instrumentos para representar o avanço industrial na área de Xangai em 1933 e 1934 e promover um argumento de prosperidade emergente. Na imagem abaixo, compartilhada pelo historiador Ghassan Moazzin no Twitter, gráficos de barras e de pizza apresentam o número de trabalhadores em fábricas em Xangai nesses dois anos. Enquanto o gráfico de barras apresenta a distribuição de trabalhadores por setor, o gráfico de pizza divide a população operária entre crianças, homens, mulheres e pessoas de gênero desconhecidos. Os dados apontavam ainda para o boom comercial, financeiro e industrial pelo qual a região passaria na década de 1930.

Hoje gráficos de barra e de pizza fazem parte de um grande repertório de instrumentos de visualização de dados que informam a maneira como interpretamos o mundo. Para destacar sua importância, a revista inglesa The Economist montou uma retrospectiva dos seus melhores gráficos de 2020, enquanto o designer de visualização de dados e pesquisador do Laboratório de estudo e pesquisa em Design da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Igor Falconieri publicou um fio sobre algumas das visualizações de dados mais impactantes de 2020 segundo sua perspectiva. Vale a pena dar uma conferida.

Para aqueles que gostariam de ler mais sobre a história da visualização de dados, recomendo três livros: The Visual Display of Quantitative Information, de Edward Tufte, um clássico publicado agora na sua segunda edição; The Minard System: The Complete Statistical Graphics of Charles-Joseph Minard, por Sandra Rendgen, e History of Information Graphics, por Sandra Rendgen e Julius Wiedemann (já recomendado em outro post). Em junho de 2021, Michael Friendly (autor de vários artigos sobre o tema) e Howard Wainer publicam novo volume sobre o assunto, A History of Data Visualization and Graphic Communication.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

OKR o que é? Como utilizar?

 

Problemas que os OKRs ajudam a resolver

Dentre os problemas que os OKRs ajudam resolver podemos citar: Carência de alinhamento entre a empresa, diretórias e as equipes / Falta de foco dos colaboradores com suas atividades, visando maximizar os resultados da empresa / Pouco estímulo à produtividade a partir de metas desafiadoras / Falta de transparência entre as equipes / Dificuldade do colaborador notar como suas contribuições impactam na empresa / Dificuldade em transmitir a cultura da empresa aos colaboradores / Falta de comunicação entre os times e colaboradores.

Separar OKRs de remuneração e promoções é crucial para permitir metas ambiciosas.

Os funcionários precisam saber que eles não perderão dinheiro se definirem metas agressivas. É difícil definir metas ambiciosas quando você precisa do bônus para pagar o colégio das crianças.

Empresas que utilizam desta metodologia 

Características dos OKRs

 Podemos citar que as principais características do framework seriam:

Comunicação: Alinhamento das expectativas da empresa com os colaboradores.

Simplicidade: Linguagem simples, tornando a comunicação mais clara e eficaz.

Bottom-Up e Top-Down: geração de engajamento e propósito para cada colaborador através da participação no processo de definição de metas.

Ciclos curtos: Acompanhamento do progresso e correção dos erros de forma mais rápida, bem como as atualizações regulares para ganhar visão e insights.

Stretch Goals: Metas que forçam o time a sair da zona de conforto e repensar como trabalhar.

Em organizações tradicionais, metas cascateiam. Parece que é apenas algo que acontece. As metas começam no topo e então cascateiam para baixo. Isso é muito comum.

É um fluxo de cima para baixo, de mão única, irreversível, sem ciclos de renovação que acaba caindo sobre as rochas. Tudo o que uma empresa ágil e inovadora não quer ser. O modelo de cascada é um resíduo de uma mentalidade de comando e controle na qual as decisões simplesmente eram passadas de cima para baixo. Temos que parar de usar analogias “top-down” como a da cascata. Palavras e imagens são poderosas e ajudam a moldar a cultura das organizações.

Estrutura dos OKRs

 John Doerr, o executivo da Intel que implementou a metodologia no Google, sugeriu a seguinte estrutura para o OKR:

Objetivo (“o que desejo alcançar?”), suas características são: Ser qualitativo; Ser aspiracional (recomendado); Possuir prazo de conclusão e responsável e Poder ser questionado pela equipe.

Resultados Chave (“como posso mensurar?”), suas características são: Quantitativos (obrigatório); Métricas - KPIs (recomendamos trabalhar com indicadores); Devem ser desafiadores, não impossíveis e SMART.

Eu quero (OBJETIVO), mensurado por (RESULTADOS CHAVE)

 

Seu desdobramento o ideal que seja “com maior prioridade” para o de “menor prioridade” 

Organizacional: São os OKRs que guiarão toda a empresa em prol dos resultados desejados. Eles devem motivar e inspirar a empresa; portanto, a estratégia e as prioridades devem constar em seu conteúdo.

São baseados nas diretrizes (missão, visão e valores) da empresa. Devem ser targets ambiciosos que estimulam os times e colaboradores em prol do propósito do negócio.

Departamental: Estas metas são direcionadas a atuação de cada time; portanto, podemos ser muito mais específicos na formulação desses objetivos. Devem estar alinhados com o propósito da companhia, já que seus resultados afetarão diretamente a performance do negócio .

Devem ser formulados com base na estratégia organizacional: como os times e colaboradores podem contribuir para a performance da empresa?

Individual: São OKRs focados na performance do colaborador.

A sugestão é que no início se crie de 1 à 3 objetivos e 2 à 5 de resultados chave.

Objetivos (“O”) - Criação

 Criar seus objetivos a partir de verbos é a melhor maneira de estimular os colaboradores a pensarem de forma clara e pontual. Escolhas adequadas de verbos são fundamentais para informar a intenção do objetivo, evitando o emprego de expressões genéricas que se prestem a muitas informações.

Exemplos de verbos: Conquistar, Lançar, Aumentar, Potencializar, Criar, Gerar, Desenvolver ...

Antes de tudo, os objetivos devem ser simples, curtos e fáceis de memorizar. Se você tem que parar para respirar quando lê seu objetivo, você está fazendo errado.

Objetivos (“O”) - Tipos

Garantem o sucesso da organização e estão relacionados com as métricas essenciais da empresa, como projetos referentes ao lançamento de produtos, contratações, share de mercado, etc.

Milestone ou marco é um "ponto ou evento significativo no projeto (“Binário”), exemplos: Entregar novo produto no Q2, Aumentar quadro de colaboradores..

Aspiracionais, isto é, motivam e desafiam as equipes, são ideias ambiciosas (“bigger picture”);

São projetados para ajudar os colaboradores a entender como podem contribuir para o crescimento do negócio, exemplo: Ser Líder na América Latina.

Objetivos (“O”) – Erros mais comuns

Os erros mais comuns, na construção de objetivos são:

Objetivo: Ser Líder no Brasil

KR: Realizar uma análise de mercado a cada 3 meses e transformar 10% dos leads em prospects no semestre.

Erro 1: Existem duas métricas em um mesmo KR:

a) realizar uma análise a cada 3 meses

b) transformar 10% dos leads no prospects

Erro 2: Existem dois prazos, ou seja 1 KR para ciclos diferentes:

a) 3 meses

b) semestre

Erro 3: Um KR não necessariamente será igual no próximo período. Ao escrever “a cada 3 meses” você deve cumprir sempre a mesma meta. O ideal seria “no trimestre” ou “nos próximos 3 meses”

Outro erro é olhar para tarefa e não o resultado que ele gera:

Objetivo: Ser Líder no Brasil

KR1: Fazer 50 ligações

Erro1: Esta é uma métrica de esforço. É uma tarefa, não um KR. O resultado chave seria realizar número x de vendas.

KR2: Alcançar a marca de 10k curtidas no facebook

Erro2: Esta é a chamada métrica de vaidade, uma vez que o número não impacta de forma relevante para o objetivo.

KR3: Aumentar a qualidade do produto

Erro3: Não pode ser mensurado.

Key-Results (“KR”) - Definição

Os resultados-chave (KRs) são os critérios de sucesso do objetivo, ou seja, os passos mensuráveis necessários para completá-lo. São utilizados para entender de forma mais direta se estamos evoluindo ou não. É vital que estes dados sejam quantitativos, para que não haja dúvidas em relação ao progresso, evitando subjetividade. Os KRs também devem ser ambiciosos e desafiadores, ao ponto de tirar os colaboradores e times da zona de conforto.

Key-Results (“KR”) - Elaboração

Uma sugestão é que para formular bons KRs, devemos pensar nas 5 perguntas abaixo:

SMART

1. Específico (Specific):            Foram bem definidos e todos podem entendê-los?

2. Mensurável (Measurable): Consigo mensurar seu progresso?

3. Alcançável (Attainable):      É realmente possível realizá-los?

4. Relevante (Relevant):          São importantes para o propósito da empresa?

5. Temporal (Time-based):      Estabeleci um prazo para alcançá-los?

Exemplos de OKR

As tarefas não devem ser incluídas no OKR, pois elas nos levam ao resultado, isto não quer dizer que não devemos monitorar, apenas que devemos enxergar os entregáveis e cabe a gestão monitorar as tarefas para que aquele resultado seja entregue.

 

Cadência

A cadência é um componente muito importante para que a metodologia adapte-se às necessidades únicas de cada empresa. Períodos de OKR mais curtos, por exemplo, são interessantes para organizações que enfrentam mudanças constantes de mercado.

Devemos ter em mente que nenhum período é ideal para todos. Entretanto, a maioria das empresas adeptas do OKR utiliza a dupla cadência de objetivos: nível estratégico (anual) e nível tático (geralmente trimestral).

Este modelo permite que as empresas equilibrem abordagens de curto e longo prazo para a formatação de objetivos.

É recomendado começar com a mesma cadência para todos, já que isso reduz a complexidade. A melhor abordagem é ter um rollout incremental, começando com um modelo mais simples e evoluindo à medida em que você aprende.

Se você quiser tentar estabelecer diferentes cadências dentro de sua organização eventualmente, você deve tentar maximizar o número de “oportunidades de sincronização”. Por exemplo, ter um time usando a cadência de 4 meses, enquanto o resto da empresa usa a de 3 meses significa que os times sincronizarão apenas uma vez por ano, o que pode afetar drasticamente o alinhamento.

Pesando em companhia e baseado em tudo que vimos até agora, teríamos o seguinte modelo: 



Reuniões (Check-in)

As reuniões de check-in têm a finalidade de analisar e discutir semanalmente o andamento dos OKRs e as dificuldades encontradas, facilitando o desenvolvimento dos próximos objetivos.

São o principal termômetro da metodologia dentro da empresa. A partir delas, entendemos se a gestão dos objetivos é eficiente ou se há necessidades de ajuste. A disciplina é um dos fatores cruciais para o bom andamento dos objetivos: ao incluir OKRs na rotina, nota-se uma

grande diferença em termos de organização e resultados.

No Google, por exemplo, todos reúnem-se uma vez por semana para rever o progresso dos objetivos.

Reuniões de Mudança (Períodos)

A transição dos períodos OKR é um momento bem importante para a sua empresa e, se bem feita, pode trazer resultados ainda mais expressivos em relação aos atingidos no ciclo passado.

Como grande parte das empresas trabalham com dupla cadência dos OKRs (trimestral & anual), é vital que cada período seja analisado separadamente, contemplando diferentes âmbitos da empresa.

Segundo a Timeline, devem ser feitas reuniões a cada final de trimestre, e um encontro anual para revisar os OKRs organizacionais. Geralmente ocorrem 2 semanas antes do novo período.

Reunião de final de trimestre: momento para refletir as ações realizadas durante o período. Deve ser feita com toda a empresa, a fim de alinhar prioridades, melhorar a comunicação e divulgar resultados que serão utilizados também como base dos próximos OKRs.

Reunião de revisão dos OKRs anuais: Estes objetivos guiam toda a empresa em prol dos resultados desejados. Para um encontro efetivo, recomendamos abordar os pontos abaixo:

1. Avaliação dos resultados do último período

2. Definição das diretrizes estratégicas

3. Criação dos OKRs anuais

4. Apresentação do planejamento

 

Boas Práticas

A metodologia propõe que os gestores façam Feedbacks direcionados aos colaboradores, criando um ciclo constante de aprendizado.

É um dos recursos mais importantes de liderança, apontando o impacto da ação individual nos resultados da empresa. São orientações para melhorar a performance e produtividade, visando o crescimento individual e identificação de aptidão. A partir deste processo, cada pessoa pode desenvolver seus pontos mais fortes com foco nos OKRs e, principalmente, no crescimento da empresa.    

A principal missão do Líder OKR é atuar como um agente de mudança, responsável pela difusão e condução da metodologia dentro da organização.

Ele deve certificar que todos os processos e rituais sejam aplicados de forma eficiente e integrados à cultura da empresa. Suas principais funções são treinar as equipes, analisar os processos e promover engajamento e motivação diante dos OKRs estabelecidos.

Para ser um Líder OKR, é necessário que a pessoa entenda muito bem sobre a empresa e suas respectivas áreas, e claro, ser fã da metodologia. É a figura essencial para assegurar o sucesso da ferramenta.

Os OKRs devem ser estabelecidos em um processo paralelo em que o time define os OKRs que são ligados aos objetivos da organização e validados pelos gerentes, em um processo que é simultaneamente de baixo para cima e de cima para baixo.

A partir dos OKRs da empresa, os times podem ter uma direção clara e entender como podem contribuir para alcançar esses OKRs. Cada time então define um conjunto de OKRs táticos para o trimestre que contribua para os OKRs estratégicos e que se alinham grosseiramente com eles.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Criando um sistema de pedido de estoque com Google Formulários e Power Bi (4/5)


Como vimos anteriormente, por meio dos formulários do Google, criamos um meio de solicitação de material e outro de entrada de material e tendo o recebimento dos dados em uma única base de dados (*.gsheet) na nuvem.

 

Agora, nesta planilha vamos criar uma aba para controlar o estoque tendo consumindo as informações integradas dos dois formulários, borá lá? :)

 

Do lado direito inferior no sinal de “+”, clicar para adicionar uma nova aba e vamos nomeá-la de “Controle_Geral_MTZ”

Após criado, iremos nomear 06(seis) colunas que irão receber as informações que são elas:

Para facilitar vou indicar a referência da célula.

(A1) – Descrição: Esta coluna conterá as informações dos itens que você tem no estoque.

Importante: Os nomes dos itens devem ser os mesmo contidos nos dois formulários (entrada e saída), pois caso estejam diferentes o processo não funcionará corretamente.

(B1) – Unidade de Medida: Aqui vamos especificar se a unidade de medida é pacote, unidade, caixa... etc.

(C1) – Estoque Inicial: Indicamos a quantidade inicial daquele item.

(D1) – Saída: Receberá, por meio de fórmula, a quantidade solicitada no formulário, após confirmação de entrega.

(E1) – Entrada: Receberá, por meio de fórmula, a quantidade adquirida, informada no formulário de entrada.

(F1) – Saldo: Receberá, por meio de fórmula, o cálculo do estoque inicial menos a diferença entre saída e entrada.

Feito isso nossa planilha terá esta cara:

 Com as abas e colunas criadas, iremos acionar as fórmulas, uma vez que a informação do nome do material e estoque inicial depende de uma carga manual, onde você irá determinar estes dados, ok?

 Outro ponto, por utilizar planilhas Google, as fórmulas podem sofrer alterações em relação ao Excel, mas vou mostrar isso adiante.

(D1) – Saída: Fórmula:

=SOMASES('Saídas'!E:E;'Saídas'!D:D;H2;'Saídas'!F:F;"="&"S")

Explicando a fórmula:

=SOMASES('Aba das saídas'!Coluna com a qtd. solicitada;'Aba das Saídas'!Coluna com os nomes do materiais;na aba matriz, a linha com o nome do item;'Aba das Saídas'!Coluna de confirmação de entrega;"="&"S")

(E1) – Entrada: Fórmula:

=SOMASE(Entradas!C:C;H2;Entradas!D:D)

Explicando a fórmula:

=SOMASE(Aba de Entradas!Coluna com o nome dos itens;indicação da linha com o nome do produto, na aba de controle;Aba de Entradas!Coluna com a quantidade de entrada)

(F1) – Saldo: Fórmula:

=C2-(D2-E2)

Explicando a fórmula:

=Linha estoque incial-(Linha saída-linha entrada)

Com isso criamos um ciclo, onde quem solicita recebe um e-mail com a confirmação, quem dá entrada também recebe um e-mail e os controladores também são notificado acerca de novos preenchimentos, legal né?

No próximo post, falaremos sob a inclusão do formulário no Power Bi... até lá

Uma pequena história da visualização de dados

  A atual pandemia acelerou a mobilização de gráficos e infográficos como instrumentos essenciais para construção do debate público. Mas qua...